A famosa trilogia X-Men, lançada pela 20th Century Fox ao longo dos anos 2000, 2003 e 2006, chegou aos cinemas com grandes buracos na história. Se tratando de uma adaptação dos quadrinhos da MARVEL para as telonas, uma série complexa como esta, com tantos personagens, tanto conteúdo, precisava mesmo de uma prequência para tentar explicar tudo aquilo que foi simplesmente imposto nos três filmes lançados no início da década passada.

Os mutantes reunidos.
Matthew Vaughn (que produziu Kick-Ass e Stardust) foi o encarregado de trazer X-Men: Primeira Classe para os cinemas, e conseguiu fazê-lo de forma brilhante e inteligente. Dirigindo um grande elenco, com James McAvoy, Michael Fassbender, Kevin Bacon, Jennifer Lawrence e Rose Byrne, ele conseguiu apresentar o início da história dos mutantes e suas capacidades de forma completa.
X-Men: Primeira Classe se ocupa por traçar os perfis dos mutantes já conhecidos pelo público. A trama se inicia preocupada em caracterizar a conduta de Charles Xavier (o jovem Professor X, vivido por James McAvoy) e Erik Lensherr (o jovem Magneto, vivido por Michael Fassbender). O espectador é levando a infância de ambos, de forma sutil e marcante, para ser apresentado ao fatos que determinaram a personalidade desses dois líderes, que se tornaram grandes amigos.
Obviamente, o filme está focado em trazer respostas, que são dadas pouco à pouco em cenas que seguem uma ordem cronológica fundamental. Grande parte do longa se situa na década de 1960 — período que coincide com a criação dos quadrinhos originais –, e vemos a dupla buscando por novos mutantes para formar um time.
É neste momento em que o roteiro acerta em cheio: cada um dos primeiros mutantes tem o seu momento na tela. A descoberta e a revelação das habilidades especiais fazem com que público venha a se identificar com os personagens e torcer por eles. Cenas repletas de efeitos visuais, com atuações impecáveis e a exploração da vivência de cada personagem, que dão sentido e emoção ao filme.

A descoberta do mutante Fera (Nicholas Hoult).
O filme lida de maneira divertida com a descoberta e o treinamento dos poderes dos jovens mutantes para o uso do bem da humanidade. Vemos adolescentes aprendendo a trabalhar em equipe, e paralelamente a isso, a insatisfação deles por se sentirem diferentes e isolados da sociedade.
A amizade entre Charles e Erik se cria na tela de maneira comovente. Um vínculo de amizade que mostra o verdadeiro sentimento de compartilhar dos problemas do outro e vice-versa. James McAvoy em uma deslumbrante atuação, consegue emocionar por se entregar ao amigo com compaixão pela infância sofrida vivida pelo outro em um campo de concentração.

James McAvoy como Charles Xavier.
As cenas de ação dominam grande parte de Primeira Classe. Os mutantes se colocam no meio da tensão entre os EUA e a União Soviética quando o mutante Sebastian Shaw (Kevin Bacon) é revelado ser o cérebro da crise dos mísseis em Cuba. O time de mutantes se alia a uma agência secreta dos Estados Unidos para tentar impedir uma nova guerra nuclear, e o filme corre de uma maneira empolgante.
Dos efeitos especiais à trilha sonora, X-Men: Primeira Classe é uma obra impecável, que só deixa a desejar sua continuação, com mais detalhes sobre como foram levados os jovens mutantes aos grandes heróis da trilogia X-Men.








