O maior assalto a banco registrado no Brasil tomará às telas dos cinemas nacionais na próxima sexta-feira. Assalto ao Banco Central, uma adaptação baseada em fatos verdadeiros, conta a história da quadrilha que invadiu, sem deixar nenhum rastro, o cofre do Banco Central em Fortaleza, no Ceará, em 2005 e saiu de lá com 164 milhões de reais.
Sob a direção de Marcos Paulo (ator e diretor), Assalto ao Banco Central por pouco não se tornou um filme 100% fictício. A trama conta como o grande assalto foi planejado e executado por um grupo de ladrões, caracterizando suas personalidades de maneira fictícia, já que nem todo o bando foi preso e o dinheiro (o grosso dele, pelo menos) até hoje está desaparecido.
O roteiro consegue contar dois lados do acontecimento de forma paralela: o roubo em si e a investigação após ele, com cenas entrelaçadas que revelam aos poucos como o crime foi posto em prática. Ele possui falhas, como revelar fatos antes mesmo deles acontecerem, já que as cenas não seguem a cronologia correta. Porém o filme consegue passar por cima delas e dar ao espectador uma noção de como estas desconhecidas pessoas fizeram para roubar 3 toneladas de dinheiro.
Nas telas estão Giulia Gam, Lima Duarte, Milton Gonçalves, Eriberto Leão, Milhem Cortaz, Hermila Guedes e até o Tonico Pereira, todas faces conhecidas por novelas e filmes da Rede Globo. Misturados entre bandidos e policiais, cada um teve seu espaço na trama, assumindo personagens que conseguem transpassar a ideia de como provavelmente agiram cada um dos ladrões durante os 3 meses de escavação de um túnel para chegar até o cofre.
O cinema nacional talvez tenha chegado a um clímax de produção e direção com Tropa de Elite 2 (2010), do diretor José Padilha. Infelizmente Assalto ao Banco Central não apresenta uma obra tão surpreendente quanto, mas ainda assim inova com um estilo diferenciado de recontar fatos verídicos.









