Ex: Titanic, O Senhor dos Anéis, Harry Potter...
05/10/12 às 19:56

CRÍTICA: Busca Implacável 2

Enock Carvalho

Em 2008 o ator Liam Neeson pegou o público de surpresa quando interpretou de maneira convicente o papel do ex-agente da CIA Brian Mills. Busca Implacável é uma garantia de thriller que nos força a acompanhar não uma dupla ou trio, mas um único personagem lutando contra um grupo enorme de traficantes da máfia albanesa, que sequestram garotas para o crime sexual. Na continuação, Busca Implacável 2, a fórmula do anterior se repete, mas garante intensas cenas de ação e um novo resgate de tirar o fôlego, de Brian Mills e do espectador.

Roteirizado à duas mãos por Luc Besson e Robert Mark Kamen, que assinaram também o roteiro do primeiro, o longa traz uma narrativa semelhante mas dá reviravoltas que prolongam a trama. Dessa vez Brian Mills (Neeson), sua ex-esposa Lenore (Famke Janssen) e a filha Kim (Maggie Grace) vão juntos a Istambul para tirar férias. A primeira metade do filme torna-se bem calma quando o roteiro se propoe a justificar a relação distante da filha com o pai, a reconciliação da mãe com o ex-agente e como se dá a viagem.

Uma vez em Istambul o filme dirigido por Olivier Megaton (Busca Implacável 3) acelera o ritmo, e embora a família tenha um dia tranquilo, já é possível prever que um susto está sendo preparado. Previsível, mas ainda assim, instigante, o sequestro do casal reconciliado acontece por volta da metade do filme, fazendo uma divisão no roteiro. Os amargurados albaneses, liderados por um mafioso que teve no filme de 2008 seu filho torturado e morto por Brian Mills, tenta vingança.

Interessante que a cena em que os pais são sequestrados torna-se um marco no filme para remeter a uma cena bem específica do anterior. Com um telefone ao ouvido, ligando pra filha Kim, o ex-agente trata de repetir com o mesmo tom e expressões que usou no primeiro filme o que acontecerá e o que a filha terá de fazer. Olivier Megaton prefere usar aqui flashes da própria filha sendo arrastada pelos sequestrados quando o pai anuncia que ele e a mãe terão de ser levados.

A trilha sonora torna-se aqui elemento de principal importância para causar impacto nas cenas tensas do filme. O pai, levado em cativeiro junto com a mãe, torna a ligar para a filha dando a ela coordenadas para achá-los, e a trilha é usada para criar a atmosfera certa para o momento em que a filha se prepara e sai à busca dos pais.

A procura pelos pais é repleta de ação, mas não se equipara a jornada enfrentada pelo pai no primeiro longa. Bom trabalho realizado pelo roteiro que opta por quebrar também a segunda metade do filme em duas etapas: quando a filha busca pelo pai no cativeiro e quando o pai retorna para caçar os sequestradores.

Liam Neeson em ação coloca o roteiro em clímax, com perseguições por ruas estreitas, telhados e uma invasão ofegante a embaixada dos Estados Unidos na Albânia. Sem a seriedade que carregava a temática do primeiro filme, dessa vez não há crime sexual envolvido, apenas vingança, fator que torna a narrativa fraca. Busca Implacável 2, porém, consegue garantir 1 hora e meia de muita adrenalina ao telespectador.

Nota: [7/10]

  • wytalo ricardo

    muito boa a critica!
    assisti o filme ontem no cinema e tive a mesma impressão.
    uma coisa que não gostei, foi que na hora que ele e sua mulher são sequestrados, eles usaram camerâs de mão para fazer as filmagens e as cenas ficaram muito rapidas, mal da pra ver os golpes que eles e os bandidos fizeram.

  • http://www.ontheroadcoisasdesiguais.blogspot.com/ Priscilla Binato

    A invasão à Embaixada Americana não é na Albânia, é na Turquia, em Istambul, acho.

    • Paulo

      Concordo com a Priscilla. A Embaixada fica na Turquia!

  • Pingback: Hotel Transilvânia lidera bilheteria brasileira no feriado | Cine Marcado

  • http://twitter.com/renatinhaj Renata L. Teixeira

    Cadê a crítica de Amanhecer Parte 2? :/

  • jonathan

    Mas estambu é na turquia antas

  • Priscila Carvalho

    eu não gostei muito, esperava bem mais.


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